Como fazer um upgrade.
Você provavelmente precisará de um novo gabinete, pois o formato das novas placas pode não permitir que elas se encaixem no atual.Também terá de comprar novas memórias, compatíveis com as velocidades mais altas do Pentium 4 e especificadas pela nova placa-mãe.
1) Os componentes combinam com Pentium 4?
Em tese, é possível aproveitar todaa periferia: discos, placas de som e vídeo, modem, placa de rede etc. Mas, antes de se entusiasmar, veja se elas combinam mesmo com um Pentium 4. Não teria cabimento usar uma placa de vídeo acanhada, com 8 MB de memória, por exemplo.
Vamos às contas. Partimos de um micro Pentium III de 433 MHz, 128 MB de RAM e 20 GB de HD. Nesse caso, o valor da troca é razoavelmente menor do que a compra de um computador novo - cerca de mil reais a menos, sem incluir as memórias - e você ainda dá uma sobrevida ao investimento feito em periféricos, como aceleradoras gráficas e discos rígidos adicionais. Sinal verde no investimento para seguir em frente.
Neste tutorial, o objetivo é desmontar todos os componentes desse Pentium III de 433 MHz e ligar o que for "reciclável" sobre uma nova placa-mãe Asus série P4S533, com um processador Pentium 4 de 2 GHz, soquete 478. 2) O que tem dentro do computador?
Faça um inventário do hardware disponível para a atualização:
- Todas as placas de expansão (som, modem e rede) padrão PCI podem ser reaproveitadas. - As adaptadoras de vídeo que valem a pena ser mantidas são as de interface AGP 4x e de chip gráfico nVidia Riva TNT2, como as M64, Pro e Ultra. Ou ainda modelos com GPU (Graphic Processing Unit, ou unidade de processamento gráfico) de performance de nível equivalente. Entretanto, é recomendável testar a placa de vídeo com a nova configuração antes de desembolsar mais verba para comprar outra. Fique atento: a próxima tendência para barramentos de aceleradoras 3D topo de linha será o AGP 8x. - A leitora de CD-ROM é reutilizável por não apresentar diferenças de funcionamento e de padrão de comunicação entre placas-mãe de computadores Pentium III e Pentium 4. - No item disco rígido, é importante ressaltar características da sua evolução antes de citar alguma sugestão. Enquanto os HDs lançados à época do Pentium III tinham de 5 a 20 GB de capacidade, os discos atuais saltaram para 40 a 60 GB. Além disso, as taxas de transferência de dados dos discos sofreram um crescimento notável: saíram de 33 MBps (ATA/33) até o padrão atual ATA/133, de 133 MBps. Tecnicamente, nada impede que você mantenha o velho HD. No entanto, esteja ciente de que a opção de ficar com ele pode significar um gargalo no desempenho geral do micro. Na primeira oportunidade, procure renovar seu disco rígido. - E o gabinete? Aqui, é preciso checar o tipo dele. Se for ATX, não haverá necessidade de troca. Caso seja um raríssimo AT, a saída é comprar um novo. Até este ponto, muitas dúvidas podem surgir no momento de identificar a configuração do seu computador. Por isso, uma consulta minuciosa ao manual da placa-mãe do Pentium III é recomendada. Não deixe de fazer isso. 3) Chegou a hora das compras
Próxima parada: a loja de informática. Nesta parte do tutorial, comentaremos o que é necessário colocar no carrinho para o upgrade: o processador, o cooler, a placa-mãe e as memórias. No caso do processador e do cooler, procure pela edição Boxed (Encaixotada) do Intel Pentium 4, cache L2 de 512 KB e 478 pinos (mPGA478). Além do próprio chip, esse pacote contém um cooler homologado pelo fabricante.
A compra de um bom resfriador é essencial para manter a temperatura correta do processador e obter o melhor desempenho desse componente. Sobre a aquisição da placa-mãe, esteja atento à compatibilidade com o Pentium comprado, conferindo quais são os processadores aceitos por ela. Outro ponto importante: essa placa principal deve aceitar chips com padrão de 478 pinos, que oferece compatibilidade com modelos de velocidades superiores a 2 GHz e possibilidade de atualizações. Fique longe das tentadoraspontas de estoques que "empurram" placas-mãe de 423 pinos. Uma boa placa-mãe também deve ter uma pequena fonte adicional de alimentação de 12 volts, recomendada pela Intel, próxima do local de fixação do processador. As memórias são outro item que requer muito cuidado nesse tipo de upgrade. 4) Não esqueça de fazer um backup
Depois de analisar o hardware disponível no computador e comprar os itens que serão instalados, chegou a hora de preparar o "transplante" das partes do Pentium III para o Pentium 4.
Comece por um backup de dados do seu disco antigo. Não dê chance para que uma inesperada operação malsucedida dinamite seus dados. Em seguida, crie um disquete de boot para ser usado na fase de testes do novo micro. Desligue seu PC e tire-o da tomada. Desconecte os cabos de teclado, mouse, alto-falantes, monitor, entre outros. Daí, leve apenas a CPU antiga e os componentes novos para uma mesa. Dê preferência a um local sem carpete ou com baixo acúmulo de energia estática. Não tire os plásticos de proteção de nenhum dos componentes comprados. Só os remova de lá no momento em que for realmente usá-los. Esses materiais são muito sensíveis a descargas de eletricidade estática e podem ser danificados com facilidade. Antes de mexer com os componentes, toque em partes metálicas do gabinete. Em seguida, o compartimento deve ser aberto com a chave de fenda e os componentes conectados à placa-mãe, retirados e postos na bancada. 5) O chip vai para a nova placa-mãe
Faça nova descarga de energia estática e retire a placa-mãe da sua embalagem. Sem tirar a espuma de proteção dos conectores, coloque-a sobre a mesa. Agora, descarregue várias vezes ou coloque uma pulseira antiestática e tire o Pentium 4 da caixa. Na placa-mãe, levante a alavanquinha ZIF (Zero Insertion Force, ou força de inserção zero) ao lado do espaço reservado ao processador. Pegue o chip e observe as indicações de alinhamento para não errar na colocação. Finalmente, é só encaixá-lo na placa. Caso o processador ofereça alguma resistência para se acomodar na placa-mãe, ele está torto. Se for ncessária força para a entrada do chip, também há um erro de posicionamento. Altere a sua posição e recoloque. Depois de fixar o Pentium 4, a alavanca ZIF deve ser abaixada. 6) Adesivo ou pasta térmica? Não esquente!
Verifique se a sua placa-mãe possui o apoio do cooler. Se não tiver, instale o acessório fornecido com essa ventoinha. A maior parte das placas-mães atuais já vem com essa base de plástico. Para que o processador se mantenha numa temperatura amena, é preciso que ele e o cooler estejam colados. Existem duas opções para fazer esse acoplamento entre a ventoinha e o chip: a pasta térmica ou o adesivo de interface térmico (thermal interface pad). O cooler da versão Boxed do Intel Pentium 4, usado no tutorial, inclui uma fita adesiva de material térmico. Basta tirar a proteção da fita, na parte inferior do ventilador, e encaixá-lo na base de plástico. Depois, empurre-o até colar no chip. Aperte as duas alavancas de segurança e pronto. O acoplamento está terminado. É bom executar esse procedimento apenas uma vez, senão você terá um trabalhão: retirar o cooler, limpar totalmente a superfície inferior, comprar pasta térmica e pingar uma gota desse material no chip. Não se deve colocar muita pasta, porque ela pode transbordar. Espalhe-a sobre o processador com um palito de dente. Por fim, recoloque o cooler. Agora, pegue o cabo de força do dissipador de calor e encaixe-o no contato em geral descrito como Cooler Fan, o ventilador do cooler. 7) Periféricos de volta ao micro. Depois da colocação do chip e do cooler na nova placa-mãe, é o momento de instalar no novo micro os antigos periféricos herdados do Pentium III.
Recomendamos que você leia atentamente o manual da placa-mãe para saber a posição dos cabos, o significado dos conectores e de todos os recursos dela. Sem isso, você não saberá onde ligar os leds das luzes do disco rígido ou onde encaixar os cabos IDE das unidades de disquete. Não coloque tudo de uma vez no gabinete. Recomendamos uma configuração por etapas. Se lgum erro de funcionamento ou pane acontecer no meio do caminho, será mais fácil identificar o componente problemático. Então, adicione à placa com o novo processador as memórias, a unidade de disquete, a placa de vídeo, a fonte e o botão liga/desliga. Coloque o disquete de boot na unidade. Além disso, plugue o monitor, o teclado e o mouse. Agora, basta ligar a máquina e checar a reação do sistema. A maioria das placas-mãe mais recentes faz o reconhecimento e a gravação de dados na Bios automaticamente, capacidade conhecida como auto-reconfiguração. Se isso não acontecer na sua instalação, você deverá modificar parâmetros pouco conhecidos e específicos, como multiplicadores e dados do barramento. Para isso, consulte o manualda placa-mãe para ter mais detalhes da configuração de Bios. Se tudo correr bem até o final do boot, desligue a máquina, conecte o disco rígido no conjunto e acione a inicialização sem o disquete de boot. Repita esse roteiro até que o conjunto completo esteja ligado e em funcionamento. Caso um HD mais moderno seja instalado, o cabo de dados IDE do disco rígido do micro velho deve ser trocado por um de 80 vias, geralmente incluído no pacote da placa-mãe. Se preferir o disco antigo, mantenha o cabo de 40 vias. Outra dica importante é não mexer em nenhum componente enquanto a placa principal estiver ligada. Se você esquecer deste detalhe, poderá ter uma queima total como resultado. Por isso, os fabricantes mantêm luzes acesas na placa para lembrá-lo de que tudo está energizado. 8) Computador sob nova direção
O sistema operacional da máquina anterior pode entrar em longas seqüências de reconhecimento de hardware. Se isso acontecer, é recomendável reinstalar o sistema operacional sob a nova configuração. Para refazer a instalação, é preciso alterar a seqüência de inicialização na Bios e colocar o CD-ROM como a primeira unidade da lista. Depois, é só executar uma inicialização com o CD do sistema operacional. 9) Pronto para fechar o gabinete
Nesses momentos finais do upgrade, o maior cuidado deve ser tomado com a fixação da placa-mãe no gabinete. Por isso, consulte o manual para checar as indicações dos pontos corretos. Apesar de haver uma certa padronização dos furos das placas, existem variações entre placas-mães e gabinetes. Se houver um simples parafuso ou uma rosca de metal em pontos errados, a placa-mãe poderá ser danificada. Agora você está pronto para fechar o gabinete do micro. Uma dica importante é continuar sempre de olho no site do fabricante da placa-mãe para checar se há atualizações e correções de problemas para seu modelo.
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