Controle o que seu filho vê na WEB
Muitos pais sofrem um dilema: ao mesmo tempo em que querem dar aos filhos acesso ao maravilhoso mundo de informações da Internet, temem por essa mesma quantidade de informações. Pois se na rede há muito conteúdo que choca até os adultos, o que dizer das crianças? A preocupação é tanta que até projetos de lei tentando obrigar a implantação de filtros de conteúdo nos softwares de navegação e de sistema já foram criados.
Nesta segunda-feira (16/6), o deputado Leonardo Monteiro (PT-MG) propôs o
PL 1.264/2003
que "determina o fornecimento obrigatório de programas ou rotinas que implementem mecanismos de controle do acesso de crianças e adolescentes a redes de computadores destinadas ao uso do público, inclusive a Internet". Em seu artigo 3º, o projeto prevê: "Os fornecedores de sistemas operacionais e de programas de acesso e navegação (...) deverão colocar, à disposição dos usuários, programa ou rotina, de fácil identificação e utilização, que permita o controle do acesso de crianças e adolescentes a endereços de sítios da rede que ofereçam material inadequado à sua faixa etária".
O que poucos pais sabem, e o deputado também parece desconhecer, é que os navegadores em geral já possuem filtros de conteúdo há algum tempo. O Internet Explorer (IE), por exemplo, usado por cerca de 90% dos internautas no mundo para acessar a Internet, vem com um mecanismo próprio, desenvolvido para controlar o acesso a conteúdos críticos na Internet. Nas versões mais recentes do navegador (5.01 em diante), basta clicar em Ferramentas/Opções da Internet/Conteúdo e ativar o "Supervisor de conteúdo". Com isso, você chegará à seguinte tela:
Nesta área é possível escolher entre cinco níveis de linguagem, nudez, sexo e violência que os usuários podem acessar. O primeiro nível (0) é a ausência destas atividades (ou gírias inofensivas, no caso da linguagem). O último nível (4) é o das atividades explícitas. Os critérios foram baseados no antigo Recreational Software Advisory Council (RSAC), atualmente abrangido pela Internet Content Rating Association (ICRA), uma organização que tem por objetivo rotular conteúdo online.
Na aba "Sites aprovados" é possível criar uma lista personalizada de sites e páginas que são permitidos ou proibidos. Na aba "Geral" escolhe-se uma senha para o supervisor de conteúdo, para impedir que outras pessoas mudem as configurações de acesso programadas. Nesta tela também é possível escolher sistemas de classificação, que nada mais são do que a interação entre um software e listas de conteúdo, aprovado ou desaprovado, de acordo com vários critérios baseados em diferentes faixas etárias. Uma espécie de pré-seleção feita por empresas e organizações especializadas.
Na aba "Geral" escolhe-se a senha do supervisor e os sistemas de classificação
A integração de um bom sistema de classificação às funcionalidades do navegador pode trazer um eficiente controle de conteúdo. O Internet Explorer 6.0 suporta três sistemas de classificação: ICRA, SafeSurf e Entertainment Software Rating Board Interactive (ESRBI).
A última aba, "Avançado", permite modificar as configurações e acrescentar novos sites aprovados ou não, importando arquivos criados com as chamadas Regras PICS (Platarforma para Seleção de Conteúdo na Internet., na sigla em inglês). Trata-se de uma linguagem elaborada pelo Consórcio WWW (W3C), a qual define as regras de classificação de conteúdo na Internet e é seguida por vários softwares usados para esse fim.
É bom ter em conta que estes softwares não são perfeitos e possuem certas limitações. Para quem acessa sites brasileiros, o idioma é uma das primeiras barreiras, já que o inglês é a língua franca nestes sistemas e poucos sites nacionais estão classificados. Outro problema são os bloqueios indevidos, que fazem com que um site útil sobre orientação sexual ou AIDS, por exemplo, possa ser classificado como inadequado devido ao uso de palavras referentes a sexo.
Porém, para o uso doméstico por pais preocupados com o que seus filhos acessam na Web, os filtros de conteúdo do IE podem ser uma "mão na roda". Principalmente se os pais criarem sua própria lista de sites "proibidos" e a adicionarem às regras do navegador. Uma última dica: se o computador for usado por toda a família, o adulto responsável pela máquina deve desativar o Supervisor de conteúdo para navegar, caso contrário estará sujeito às mesmas restrições impostas aos filhos. Mas ao encerrar a sessão, não deve esquecer de ativar novamente o Supervisor.
Detalhes (em inglês) de configuração do IE podem ser encontrados em páginas da
ICRA
ou da
Microsoft.
Home
|
Quem Somos
|
Serviços
|
Clientes
|
Novidades
|
Fale Conosco
|
Orçamento