Spam força internautas a se fechar para os e-mails

As opções de combate ao spam disponíveis variam de sistemas baseados nas listas de endereço que redirecionam mensagens vindas de remetentes estranhos a software de bloqueio de imagens e ferramentas colaborativas que permitem aos usuários denunciarem mensagens indesejadas com o uso de um único botão. Os internautas estão, em geral, recorrendo a táticas semelhantes às dos guardas de castelos medievais, que impediam que desconhecidos atravessassem os portões. Isso pode soar interessante para qualquer pessoa que tenha tentado enfrentar as táticas de gato e rato usadas pelos spammers ou lidar com uma barragem diária de mensagens indesejadas e muitas vezes de conteúdo desagradável. Mas alguns observadores da Internet consideram que o e-mail, como mídia para conversas informais e até mesmo íntimas, possa cair vítima da nova contra-ofensiva dirigida ao spam. O sistema de comunicação aberto que caracterizava o e-mail do passado está se desgastando à medida que a desconfiança e a sensação de desamparo crescem, dizem eles. "Está havendo uma balcanização da Net", disse Karl Auerbach, diretor eleito da Icann, organização que supervisiona a Internet e engenheiro veterano da Web. "Existem comunidades de confiança se formando nas quais só se aceita tráfego de amigos conhecidos. O EarthLink se tornou na semana passada o primeiro grande provedor de acesso à Internet dos Estados Unidos a instituir um sistema de bloqueio de mensagens como opção para seus cinco milhões de usuários. O sistema, conhecido como spamBlocker, compara as mensagens ao livro de endereços eletrônico do destinatário, que têm diversas alternativas quanto às mensagens não reconhecidas. O bloqueio se relaciona aos remetentes, e não ao conteúdo das mensagens.

 

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